M1XAU

XAUUSD a $139 mil dólares

2026-08-10 18:47 (JST)

Aqui nesse post os pontos principais estão detrinchados

O vídeo apresenta uma entrevista no podcast WTFinance [02:01] entre Anthony Fatis e Andy Schectman (presidente da Miles Franklin Precious Metals).

A conversa gira em torno de uma tese geopolítica e monetária sobre a crise da dívida americana, o fim da dominância absoluta do dólar e uma estratégia velada para reindustrializar os EUA via valorização do ouro.

1. Desvalorização do Dólar e o Dilema de Triffin (Dilema de Reindustrialização)

 

  • O Dilema: Para o dólar ser a moeda de reserva global, os EUA precisam emitir dólares para o resto do mundo via déficits comerciais constantes [21:34]. Isso supervaloriza o dólar em relação a outras moedas e torna os produtos manufaturados nos EUA inviáveis comercialmente, resultando na terceirização (outsourcing) das indústrias americanas [21:59].

  • A Solução Teórica: Se o objetivo é a reindustrialização do país (trazendo fábricas e empregos de volta aos EUA), o país precisa abrir mão do status de reserva global (soft default) e desvalorizar o dólar de forma deliberada [17:14].

 

2. O Ouro a $139.000 e a Reavaliação Monetária

  • Mecanismo de Desvalorização: Ao contrário dos índices tradicionais (como DXY), que medem o dólar contra uma cesta de outras moedas fiduciárias em desvalorização, o verdadeiro termômetro é o ouro [21:24]. Aumentar o preço do ouro em dólares é a única forma real de desvalorizar a moeda [22:54].

  • Meta de $139.000: Schectman cita estudos de equipes de renda fixa emergente (como da VanEck) apontando que, se o dólar perder a reserva global e o ativo neutro de lastro/reserva passar a ser o ouro, o metal precisaria ser reavaliado para cerca de $139.000 por onça para cobrir a base monetária e o passivo financeiro [34:59].

  • Acúmulo Silencioso: Ele sugere que entidades como o Exchange Stabilization Fund (ESF) do Tesouro dos EUA [25:05], bancos comerciais no COMEX e emissores de stablecoins (como a Tether, que comprou quantidades expressivas de ouro) [30:08] estão silenciosamente estocando ouro e prata físicos para criar patrimônio antes dessa reavaliação [27:29].

 

3. Intervenção no Iene Japonês e a Anomalia do Dólar/Euro

  • Intervenção Conjunta: O vídeo menciona a ação coordenada entre EUA e Japão para apoiar o iene [03:09].

  • O Fato Curioso: Foi relatado que o Tesouro/FED vendeu Euros (e não Dólares) para comprar Ienes [03:47].

  • A Anomalia: O Euro representa cerca de 57% do peso do índice DXY [04:07]. Ao vender Euro massivamente, a mecânica do mercado ditaria que o DXY (dólar) subisse acentuadamente. No entanto, o dólar caiu [04:12].

  • Interpretação: Para Schectman, isso demonstra um racha na confiança do mercado em relação ao dólar e aos T-Bills, onde nem mesmo a mecânica de intervenção cambial conseguiu sustentar a moeda [09:20].

 

4. A Regra de Ferguson e os Sinais de Racha no Sistema

  • A Regra de Ferguson: Formulada pelo historiador Niall Ferguson, estabelece que qualquer superpotência que passe a gastar mais dinheiro pagando juros da sua dívida do que no orçamento de defesa nacional está em declínio irreversível [18:13]. Os EUA ultrapassaram esse limiar recentemente.

  • A Divergência dos Títulos (Yields vs. Dólar): Em mercados normais, quando os rendimentos das Treasuries de 30 anos sobem (superando 5,2%), o dólar deveria se valorizar atraindo capital [11:23]. No entanto, os yields subiram enquanto o dólar caiu [11:37]. Isso sinaliza que o mercado está exigindo um prêmio de risco maior pela falta de confiança no balanço patrimonial dos EUA [11:54].

  • A Lixeira do Yen Carry Trade: O Japão (maior detentor individual de títulos americanos) está usando facilidades como a FIMA Repo Facility do FED para pegar dólares emprestados usando Treasuries como colateral [04:33], evitando vender os títulos no mercado aberto e causar um colapso imediato no mercado de renda fixa dos EUA [05:23].

 

Outros Pontos Chave da Conversa

  1. A ‘Genius Act’ e as Stablecoins: Discute como legislações sobre stablecoins usam Treasuries de curto prazo (até 90 dias) para lastrear dólares digitais [28:29]. Isso gera uma demanda sintética/forçada pela dívida americana de curto prazo [28:47].

  2. Infraestrutura Paralela do BRICS e Oriente: China, Rússia e o bloco BRICS já estruturaram redes como MBridge, CIPS e o BRICS Pay [37:11], criando cofres de liquidação física de ouro (Shanghai Gold Exchange, Hong Kong, Dubai) [36:33] para realizar comércio internacional fora do sistema SWIFT [38:20].

  3. Acúmulo dos Bancos Centrais e Comportamento dos Insiders: Enquanto o varejo se concentra em ações de tecnologia e alavancagem [44:26], bancos centrais globais (como a Polônia) e mega-investidores (como Warren Buffett, acumulando centenas de bilhões em caixa) estão se protegendo contra falhas estruturais ou apagões do sistema financeiro digital [41:41].

     

Fonte:

https://www.youtube.com/watch?v=mwYNY7kwQIw